Resolução fortalece governança e amplia segurança para estruturação de projetos de concessões e PPPs no Espírito Santo
A
resolução disciplina todas as etapas relacionadas ao uso dos recursos do FEPES,
incluindo solicitação, análise, aprovação, execução e prestação de contas.
O
Conselho Gestor do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado do Espírito
Santo, publicou, no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira (1º), a
Resolução CGPPI nº 45/2026, que estabelece mecanismos de governança, gestão e
controle para a aplicação dos recursos do fundo, instituído pela Lei
Complementar nº 1.051.
A resolução tem o objetivo
de fortalecer a governança do Programa de Parcerias de Investimentos do
Espírito Santo (PPI-ES) e para a utilização dos recursos do Fundo Estadual de
Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias
Público-Privadas do Estado do Espírito Santo (FEPES). A norma busca ainda
conferir mais segurança jurídica, transparência e eficiência à preparação de
projetos estratégicos voltados à atração de investimentos privados.
A resolução disciplina todas as etapas relacionadas ao uso
dos recursos do FEPES, incluindo solicitação, análise, aprovação, execução e
prestação de contas, além de definir competências institucionais e fortalecer
os mecanismos de acompanhamento e controle dos projetos financiados.
Segundo a subsecretária de Estado de Parcerias e Polos da
Secretaria de
Desenvolvimento (Sedes), Juliana Faria, a medida representa um passo importante
para o fortalecimento da capacidade do Estado de estruturar projetos cada vez
mais qualificados.
“A boa estruturação é um dos pilares para o sucesso de
concessões e parcerias público-privadas. Com a resolução, garantimos maior
organização, transparência e previsibilidade na utilização dos recursos do
FEPES, criando um ambiente mais seguro para o desenvolvimento de projetos
capazes de atrair investimentos e gerar benefícios para a população capixaba”,
destacou.
O FEPES tem papel estratégico ao financiar estudos de
viabilidade, modelagens econômico-financeiras, análises jurídicas e avaliações
técnicas que subsidiam a construção de projetos robustos e alinhados às
melhores práticas de mercado.
Outro destaque da resolução é a definição de critérios técnicos para a priorização dos projetos que receberão apoio do fundo. A medida busca assegurar que os recursos sejam direcionados a iniciativas alinhadas ao planejamento estratégico estadual, à geração de impactos socioeconômicos positivos e à ampliação da carteira de projetos aptos à participação da iniciativa privada.
Para Juliana Faria, o novo marco regulatório também
fortalece a governança pública e contribui para o desenvolvimento sustentável
do Espírito Santo.
“A resolução reforça o compromisso do Governo do Estado com
uma gestão moderna, responsável e orientada por resultados. Ao aprimorar os
processos de planejamento, gestão de riscos e controle, ampliamos nossa
capacidade institucional de desenvolver projetos tecnicamente consistentes e
juridicamente seguros, criando condições para que mais investimentos cheguem ao
Espírito Santo”, afirmou.
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